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PROJETO INTEGRADO, DE PARCERIA EM ATIVIDADES DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÂO COM O MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA (MST) LOCUSS/UFRJ Junho de 2005 EQUIPE TÉCNICA COORDENAÇÃO Maristela Del Moro (doutora/UFRJ) Luis Eduardo Acosta (doutor/UFRJ) 
Nestas últimas décadas temos assistido a um processo de crise econômica gerada pela reestruturação produtiva provocada pela mundialização financeira do capital iniciada fundamentalmente a partir dos anos setenta. Esta dinâmica tem trazido como resultado tanto a crise como a constituição de sujeitos coletivos que se organizam e desenvolvem sua identidade a partir da sua participação na produção. Um caso exemplar é o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que, organizados a partir da demanda secular da reforma agrária, articulam na luta pela terra, a afirmação da possibilidade de uma forma de produção autogerida, voltada para as necessidades sociais antes que para as demandas do mercado. Por outro lado o Serviço Social, no mesmo período, tem começado um longo caminho de aproximação aos diversos segmentos sociais que constituem as classes subalternas, em um processo que foi denominado de "intenção de ruptura" durante os anos oitenta e, de "projeto ético-político" ao longo da década dos anos noventa. Desde esta angulação, no Serviço Social procura-se trabalhar com uma perspectiva cada vez mais afinada com os interesses e necessidades das classes trabalhadoras, o que se traduz no desenvolvimento de uma perspectiva de intervenção profissional com uma intencionalidade emancipatória. No projeto que ora apresentamos, se articulam as necessidades do próprio serviço social, como disciplina profissional, inserida no âmbito universitário, interessada em promover o desenvolvimento profissional com uma perspectiva emancipatória; junto com os interesses dos próprios trabalhadores organizados no MST, visando tanto aprimorar a formação dos alunos da Escola de Serviço Social como à ampliação do campo de intervenção profissional junto a sujeitos que atuam na esfera da produção. São contempladas também, e fundamentalmente, as próprias necessidades do movimento dos trabalhadores em desenvolver suas capacidades organizativas, de mobilização e de autogestão da produção social.
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